sábado, 15 de março de 2014

PARA REFLETIR - Matemáticos revelam rede capitalista que domina o mundo


A Ilusão da Escolha

The Network of Global Corporate Control - S. Vitali, J. Glattfelder eS. Battistoni - Sept. 2011

Um estudo de grande importância, mostra pela primeira vez de forma tão abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. Frente à crise mundial, este trabalho constitui uma grande ajuda, pois mostra a densidade das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico. 

Fica assim claro como se propagou (efeito dominó) a crise financeira, já que a maioria destas mega-empresas está na área da intermediação financeira. A visão do poder político das ETN (Empresas Trans-Nacionais) adquire também uma base muito mais firme, ao se constatar que na cadeia de empresas que controlam empresas que por sua vez controlam outras empresas, o que todos "sentimos" ao ver os comportamentos da mega-empresas torna-se cientificamente evidente. O artigo tem 9 páginas, e 25 de anexos metodológicos. Está disponível online gratuitamente, no sistemaarxiv.org 

Um excelente pequeno resumo das principais implicações pode ser encontrado no New Scientist de 22/10/2011 (e está publicado a seguir).


A rede capitalista que domina o mundo
Conforme os protestos contra o capitalismo se espalham pelo mundo, os manifestantes vão ganhando novos argumentos.

Uma análise das relações entre 43.000 empresas transnacionais concluiu que um pequeno número delas - sobretudo bancos - tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.

A conclusão é de três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça

Este é o primeiro estudo que vai além das ideologias e identifica empiricamente essa rede de poder global.

"A realidade é complexa demais, nós temos que ir além dos dogmas, sejam eles das teorias da conspiração ou do livre mercado," afirmou James Glattfelder, um dos autores do trabalho. "Nossa análise é baseada na realidade."

Rede de controle econômico mundial
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente.

O resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.

Estudos anteriores já haviam identificado que algumas poucas empresas controlam grandes porções da economia, mas esses estudos incluíam um número limitado de empresas e não levavam em conta os controles indiretos de propriedade, não podendo, portanto, ser usados para dizer como a rede de controle econômico poderia afetar a economia mundial - tornando-a mais ou menos instável, por exemplo.

O novo estudo pode falar sobre isso com a autoridade de quem analisou uma base de dados com 37 milhões de empresas e investidores.

A análise identificou 43.060 grandes empresas transnacionais e traçou as conexões de controle acionário entre elas, construindo um modelo de poder econômico em escala mundial.

Poder econômico mundial
Refinando ainda mais os dados, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas.

Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações.

Em outras palavras, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.

E isso não é tudo.

Super-entidade econômica
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma "super-entidade" de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas.

"Na verdade, menos de 1% das companhias controla 40% da rede inteira," diz Glattfelder.

E a maioria delas são bancos.

Os pesquisadores afirmam em seu estudo que a concentração de poder em si não é boa e nem ruim, mas essa interconexão pode ser.

Como o mundo viu durante a crise de 2008, essas redes são muito instáveis: basta que um dos nós tenha um problema sério para que o problema se propague automaticamente por toda a rede, levando consigo a economia mundial como um todo.

Eles ponderam, contudo, que essa super-entidade pode não ser o resultado de uma conspiração - 147 empresas seria um número grande demais para sustentar um conluio qualquer.

A questão real, colocam eles, é saber se esse núcleo global de poder econômico pode exercer um poder político centralizado intencionalmente.

Eles suspeitam que as empresas podem até competir entre si no mercado, mas agem em conjunto no interesse comum - e um dos maiores interesses seria resistir a mudanças na própria rede.

As 50 primeiras das 147 empresas transnacionais super conectadas 

Barclays plc 
Capital Group Companies Inc 
FMR Corporation 
AXA 
State Street Corporation 
JP Morgan Chase & Co 
Legal & General Group plc 
Vanguard Group Inc 
UBS AG 
Merrill Lynch & Co Inc 
Wellington Management Co LLP 
Deutsche Bank AG 
Franklin Resources Inc 
Credit Suisse Group 
Walton Enterprises LLC 
Bank of New York Mellon Corp 
Natixis 
Goldman Sachs Group Inc 
T Rowe Price Group Inc 
Legg Mason Inc 
Morgan Stanley 
Mitsubishi UFJ Financial Group Inc 
Northern Trust Corporation 
Société Générale 
Bank of America Corporation 
Lloyds TSB Group plc 
Invesco plc 
Allianz SE 29. TIAA 
Old Mutual Public Limited Company 
Aviva plc 
Schroders plc 
Dodge & Cox 
Lehman Brothers Holdings Inc* 
Sun Life Financial Inc 
Standard Life plc 
CNCE 
Nomura Holdings Inc 
The Depository Trust Company 
Massachusetts Mutual Life Insurance 
ING Groep NV 
Brandes Investment Partners LP 
Unicredito Italiano SPA 
Deposit Insurance Corporation of Japan 
Vereniging Aegon 
BNP Paribas 
Affiliated Managers Group Inc 
Resona Holdings Inc 
Capital Group International Inc 
China Petrochemical Group Company 


Encontre o estudo completo aqui:
http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995 http://www.plosone.org/article/fetchObjectAttachment.action?uri=info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0025995&representation=PDF

Texto extraído de http://www.cartamaior.com.br

quarta-feira, 12 de março de 2014

ORIENTAÇÃO PARA APRESENTAÇÃO DO PORTIFÓLIO EM GRUPO



- Uso do programa PowerPoint.
- Número de slides livre.
- Tempo de apresentação: mínimo de 10 e máximo de 20 minutos.
- Todos devem participar da apresentação.

1 – TÓPICOS DOS SLIDES

Capa (título e nome dos integrantes) – 1 a 2 slides
Introdução
Objetivos
Metodologia
Desenvolvimento
Conclusão
Bibliografia
Anexos (fotos, gráficos, vídeos e etc)

2 – O QUE SERÁ AVALIADO

Coerência com o título do trabalho
Apresentação de objetivos
Apresentação da metodologia
Apresentação de conclusão
Clareza e uso adequado dos slides
Envolvimento da equipe
Clareza da apresentação individual
Segurança na apresentação individual
Postura individual
Imagem pessoal
Tempo de apresentação

3 – ORIENTAÇÕES GERAIS

O que é um seminário?
- Dinâmica de estudo em grupo a partir da proposição e da discussão de um tema;
- O estudo envolve apresentadores e platéia;
- Requer preparo prévio – coleta de material bibliográfico acerca do tema, leitura, redação e metodologia de apresentação oral.

Qual a finalidade de um seminário?
- Aprofundar um tema;
- Propiciar o debate;
- Socializar o conhecimento;
- Despertar o interesse;
- Estimular a participação;
- Tornar o estudo aprazível.

Como organizar um seminário?
- Eleição do coordenador (dirigir trabalhos) e secretário (garantir participação);
- Participação e comprometimento dos membros do grupo;
- Definição do tema e criação de uma estrutura de tópicos;
- Elaboração de um roteiro de trabalho;
- Adequação da abordagem ao tempo e ao público;
- Distribuição das tarefas entre os membros do grupo;
- Estipulação de prazo para o cumprimento das etapas do roteiro de trabalho;
- Disposição dos recursos necessários;
- Reunião de finalização e ensaio;
- Apresentação do seminário.

Quais as etapas de um seminário?
- Distribuição da programação à platéia (visão geral do seminário - apresentação dos tópicos, dos palestrantes e instituições) e do relatório ou do artigo à banca examinadora;
- Abertura do seminário com a apresentação do grupo e do tema (coordenador) 
 - Introdução - contextualização do tema e apresentação da estrutura de tópicos ;
- Desenvolvimento – análise de cada tópico e o encadeamento lógico e coerente entre os mesmos ;
- Conclusão – reflexão, síntese e ênfase nos pontos chave sobre tema, e;
- Discussão – consolidação dos aspectos fundamentais a cerca do tema (platéia e grupo);

Qual a forma da apresentação?
- Domínio do tema e do tópico (visão geral e do detalhe);
- Fala fluente e espontânea – sem leitura do texto ou exposição decorada;
- Durante a fala, voz alta com pronúncia clara das palavras;
- Exposição do assunto dentro de uma seqüência lógica;
- Priorização dos aspectos essências nos 5 minutos iniciais;
- Preparo do encadeamento para o próximo tópico;
- Controle sobre a postura corporal;
- Prevenir situações que desviam a atenção do público;
- Uso correto do tempo pré-estabelecido (média de 15 a 20 minutos).

Qual é a postura ideal do palestrante?
- Colocar-se de pé;
- Variar o tom de voz;
- Optar por frases curtas;
- Deixar as mãos livres para que os gestos apareçam;
- Olhar para o público não apenas para uma pessoa da platéia;
- Deslocar-se lentamente dentro do espaço da apresentação;
- Ficar de frente para platéia – jamais de costas;
- Inclinar o queixo em 90º para facilitar a fala;
- Usar o vestuário correto;
- Evitar a gíria e as situações cômicas;
- Esboçar semblante que revele confiança e simpatia;

Como o corpo se expressa – de forma negativa?
- Mãos nos bolsos: preciso me proteger;
- Mãos nos cabelos: tenho a intenção de seduzir ou preciso puxar as idéias;
- Rosto inclinado: estou com baixa estima e pouco preparado;
- Braços cruzados: estou sendo ameaçado;
- Pisar forte: estou inseguro;
- Sobrancelhas franzidas: estou preocupado e com dificuldades;
- Sorriso eterno: estou tentando enganar;
- Tosse fingida: preciso cair fora;
- Mão ajustando o colarinho: tenho dificuldade em lidar com a pressão;
- Gestos rápidos e mãos trêmulas: estou nervoso;
- Olhos fixos em uma pessoa: você é o meu predileto;
- Mão fechada atrás das costas: estou com raiva;
- Bater os dedos sobre a mesa: estou sem paciência;
- Bater os pés ritmicamente: estou irritado;
- Morder a boca: vou partir para agressão;
- Dar as costas à platéia: tenho desprezo por todos.

Como o corpo se expressa – de forma positiva?
- Sorriso autêntico, confiante e oportuno: estou de bem com a vida;
- Calma frente a situações inesperadas: sou tolerante;
- Rosto erguido: estou confiante e acredito na minha capacidade;
- Palmas das mãos expostas: estou sendo sincero e não tenho nada a esconder;
- Pontas dos dedos unidas e mãos espalmadas: estou comprometido com a verdade;
- Olhar distribuído na platéia: tenho respeito e consideração por todos.

Como desenvolver uma boa oratória?
- Praticando, praticando e praticando.
 
Como apresentar um conteúdo?
- Apoiar-se 80% na fala e 20% no material áudio visual;
- Reconhecer os slides de apresentação como recuso e não finalidade;
- Expressar as idéias de forma clara e objetiva;
- Conceituar os termos chaves que compõem a idéia;
- Exemplificar sempre que possível;
- Usar mais a imagem do que o texto;
- Utilizar linguagem clara e simplificada;
- Racionalizar o uso dos elementos visuais – evitar a poluição visual;
- Combinar cor do fundo e dos elementos gráficos, e;
- Dimensionar o tamanho da fonte em função da distância do observador.
- Cuidar da ortografia;
- Editar a fonte no tamanho mínimo de 20;
- Usar no máximo dois tipos de fonte;
- Empregar o vocabulário adequado;
- Distribuir o tamanho da letra conforme a importância do conteúdo;
- Editar texto curto em letras maiúsculas e textos longos, em letras minúsculas;
- Inclinar o texto somente para cima em frases curtas;
- Compor as frases com seis a oito palavras;
- Incluir até 7 linhas por slides;
- Resumir as tabelas com muitos dados numéricos;
- Associar a imagem ao texto;
- Usar um elemento gráfico por slide;
- Cuidar da estética e da funcionalidade dos elementos gráficos;
- Comunicar-se com a linguagem das cores;
- Harmonizar a cor da letra com a cor do fundo;
- Comedir-se nos efeitos especiais;
- Evitar o uso de fotos como pano de fundo;
- Testar a legibilidade dos textos – cobrindo a metade inferior da frase;
- Ensaiar antes de apresentar;
- Calcular no máximo um slide por minuto de apresentação;
- Gravar a apresentação em pen – drive e em CD;
- Tentar abrir o arquivo depois de gravado.
 
Qual o significado das cores?
 - Amarelo: sugere luz, vida e alegria;
- Vermelho: estimulante, excitante, provoca calor, paixão, ação e violência;
- Azul: frio: calmo, tímido e pacífico;
- Laranja: quente, dinamismo;
- Verde: repouso, tranqüilidade, natureza;
- Violeta: melancólico, retraído, frio, nobre;
- Preto: discreto, conciso, objetivo;
- Branco: clareza, pureza, limpeza;
- Cinza: frio, fino, inexpressivo.

Qual a combinação certa entre a cor da letra e do fundo?
- Preto sobre amarelo ou amarelo sobre preto;
- Preto sobre laranja ou laranja sobre preto;
- Preto sobre branco ou branco sobre preto;
- Verde sobre branco ou branco sobre verde;
- Vermelho sobre verde ou verde sobre vermelho
- Vermelho sobre branco ou branco sobre vermelho
- Azul sobre branco ou branco sobre azul;
            - Azul sobre laranja ou laranja sobre azul.